Bem-estar Animal

Ver Todas
VÍDEO: Higiene significa conforto para o rebanho

VÍDEO: Higiene significa conforto para o rebanho

24 jun 2024
Paloma Griesang

Manter os animais em condições adequadas de higiene é fundamental para o bem-estar, uma vez que tem relação com o desconforto sentido por eles. Além disso, a sujidade é fonte de microrganismos indesejáveis para a glândula mamária e para o leite. Diversos fatores contribuem para o acúmulo de sujidades, mas o local onde os animais permanecem deitados é o principal deles.

Para avaliar essa questão, existe o escore de sujidades, ou escore de higiene. Ele é uma ferramenta que permite realizar a análise do conforto dos animais e da qualidade das instalações. Por meio desta classificação é possível indicar reformas estruturais e mudanças no manejo geral das instalações, com o objetivo de fornecer ambientes com mais bem-estar e saúde aos rebanhos.

O professor Marcelo Cecim considera que, de todos os escores utilizados na criação de leiteira, este seja, talvez, o que melhor representa o bem-estar dos animais. Isso tem um motivo: vacas odeiam deitar-se em locais molhados e na sujeira. “Elas só fazem isso porque estão extremamente cansadas e não se aguentam mais em pé”, reforça.

Ele salienta que uma vaca com sujeira na barriga e nas costelas é, provavelmente, uma vaca que aguentou o máximo que pode em pé e então teve que deitar-se. Segundo ele, há um estudo que indica que vacas preferem passar fome do que se deitar no molhado.

Um animal que se deita só quando não aguenta mais, por exemplo, é um animal que terá problemas de casco. “85% da ruminação se dá com a vaca deitada, ela vai ruminar menos, se ela ruminar menos, o rúmen esvazia mais devagar, e ela vai comer menos também”, explica. Isso se reflete em animais doentes, que produzem menos e que, até mesmo, poluem mais, pois se geram mais metano.

Assim, o professor defende que estar atento às condições de higiene representa, além de conforto ao animal, lucratividade ao produtor e respeito ao meio ambiente.

Por que é importante?

A presença de sujidades favorece o contato com patógenos clínicos de importância, como Straphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae, sendo associados, assim, à mastite. A enfermidade representa queda no volume e na qualidade do leite produzido e, como consequência, gerando impacto econômico. Assim, o escore de higiene se torna uma ferramenta vital às fazendas.

Como o escore é feito

Para determinar o escore de higiene, deve ser realizada a avaliação visual do acúmulo de matéria orgânica em superfícies corporais específicas (pernas, flancos, abdômen e úbere do animal), para posterior atribuição de nota classificatória.

As notas classificatórias são:

Algumas recomendações:

• Selecionar, de forma aleatória, o lado do animal a ser avaliado.

• A porcentagem do rebanho com escores 3 e 4 deve ser inferior a 10%. Caso seja superior a 10%, é necessário identificar os pontos estruturais e/ou de manejo a serem modificados.

• Para que as instalações forneçam bem-estar aos animais, é fundamental manter as camas limpas e livres de umidade, remover sujidades da pista de alimentação e limpar o barro e o esterco dos corredores de acesso aos piquetes e à sala de espera da ordenha.

Mais informações no nosso Manual de Bem-Estar Animal

Crédito da foto: vwalakte / Freepik

VÍDEO: Higiene significa conforto para o rebanho

Inscreva-se para receber as últimas postagens

Receba em seu e-mail as ultimas notícias em primeira mão.

    Últimas da Academia

    2 jul 2026

    Indicadores de negócio demonstram resultados espetaculares de um jovem produtor no Paraná

    Desta vez a história que vamos descrever é da Chácara Ribeirão em Imbituva no Paraná, conduzida pelo Romeu, um jovem produtor de 31 anos. Tudo começou em 2013 com apenas três vacas que produziam 38 litros por dia. De lá para cá, a

    Fernanda Steffens
    Continuar Lendo Seta
    1 jun 2026

    Produtor do RS aplica tecnologia, acredita nas parcerias e faz sucesso na produção de leite

    Amarildo Miotto é produtor de leite em Taquaruçu do Sul, RS. Ele vem escrevendo uma bonita história na produção de leite sucedendo a atividade exercida pelo pai quando produziam e vendiam menos de 50 litros diários. A

    Fernanda Steffens
    Continuar Lendo Seta
    26 jan 2026

    A força da união familiar é o segredo por trás do sucesso na atividade leiteira

    Rodolfo, que cursava Agronomia, renunciou à faculdade para desenvolver a atividade leiteira. Em 2006, mudou-se para a roça e começou a produzir leite com 20 vacas — 10 que ganhou da mãe e outras 10 compradas da irmã. Na época,

    Fernanda Steffens
    Continuar Lendo Seta
    24 dez 2025

    A produção leiteira renovada pela sucessão familiar

    Como tudo começou, Diretamente do oeste de Santa Catarina, apresentamos a trajetória de uma família que encontrou na organização, no cuidado e na sucessão familiar o caminho para fortalecer e ampliar sua produção leiteira. A

    Fernanda Steffens
    Continuar Lendo Seta