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VÍDEO: Enriquecimento ambiental aliado do bem-estar psicológico do rebanho

VÍDEO: Enriquecimento ambiental aliado do bem-estar psicológico do rebanho

24 jun 2024
Paloma Griesang

Falar de bem-estar animal não é apenas tratar das questões físicas. Sim, é importante, também, estar atento ao bem-estar psicológico dos animais. Como seres sencientes, eles também passam por sofrimentos e desconfortes de ordem psicológica.

A quinta liberdade encontra-se justamente neste ponto e define que os animais devem ser livres para expressar o seu comportamento natural. Uma das ferramentas utilizada para isso é o enriquecimento ambiental.

O enriquecimento ambiental, que se tornou o principal instrumento para o bem-estar psicológico dos animais, tem uma história longa, iniciada em 1973. À época, o estudante da Universidade de Edimburgo, na Escócia, Charles Watson, conduziu o primeiro estudo sobre o tema em um zoológico. Já na década de 1980, profissionais de zoológicos norte-americanos perceberam que os ambientes de cativeiro para animais selvagens eram pouco estimulantes para a saúde psicológica dos animais.

Mas, afinal, o que é o enriquecimento ambiental? É um processo dinâmico em que mudanças na estrutura e implantações de manejos com estratégias físicas, sociais e sensoriais oferecem estímulos para aumentar o conforto e a capacidade de adaptação, tanto fisiológica quanto psicológica do animal confinado.

O professor Marcelo Cecim explica que ao criar as bezerras isoladas, sem a possibilidade de correrem ou terem alguma interação social, acaba levando a animais que tem um desenvolvimento atrasado. “Elas demoram mais para aprender a comer o concentrado, vão demorar mais para ter uma interação social no sentido de formar um grupo de animais”, explica. Segundo ele, “animais precisam ter o que fazer”.

Ele atenta, ainda, para a chamada “fase oral”, presente em praticamente todas as espécies de mamíferos. É uma fase em que os animais jovens começam a manipular os objetos com a boca. Dentro do enriquecimento ambiental, essa questão pode ser resolvida, por exemplo, com a instalação de cordas de sisal. “Para que elas possam mascar, exprimir essa necessidade com a boca. Isso evita comportamentos não-nutritivos, como a mamada cruzada, enrolar a língua ou acabar mascando objetos da baia”, exemplifica.

Cecim ainda destaca a possibilidade de criação das bezerras em dupla. “A criação em grupos inicia com duplas, uma dupla já é um grupo. Não existe nenhum trabalho que indique que a criação em dupla vai levar a um aparecimento maior de doenças do que em animais isolados”, pontua.

Nossas recomendações

Nos alojamentos dos animais adultos recomenda-se a implementação de escovas rotatórias para dar às vacas a oportunidade de expressarem os seus comportamentos naturais, além de contribuir com a manutenção de sua higiene corporal (Figura 1). Nas instalações de animais jovens, recomenda-se a inclusão de objetos, como bolas e pneus, que funcionem como distrações estímulos físicos, sensoriais e cognitivos. (Figura 2).

O uso de aspersores e nebulizadores de água também é considerado estratégia de enriquecimento ambiental físico.

Mais informações no nosso Manual de Bem-Estar Animal

Créditos da foto: Freepik 

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